Desde a idade primitiva, o homem luta para se adaptar e sobreviver. Estresse e Cortisol estão intimamente interligado, um não pode viver sem o outro, […]
Desde a idade primitiva, o homem luta para se adaptar e sobreviver. Estresse e Cortisol estão intimamente interligado, um não pode viver sem o outro, é como se fosse meu bem, e meu mal.
Portanto, vamos logo aprender: que uma certa dose de de estresse é até saudável e necessária para a nossa adaptação e sobrevivência, mas o excesso de estresse pode trazer sérios problemas a nossa saúde física, mental e emocional.
Ao longo da nossa existência, enquanto seres humanos, fomos acumulando vivências agradáveis e desagradáveis, prazerosas e ameaçadoras, felizes e infelizes, que foram sendo registradas em nosso cérebro como memórias positivas e negativas, e muitas vezes direcionam à nossa conduta sem nem que saibamos o o porque. Chamamos isso de memórias atávicas, familiares ou inconscientes.
O nosso cérebro capta e processa de forma ininterrupta as informações recebidas do meio ambiente através dos órgãos dos sentidos: visão, audição, olfato, paladar e tato, para saber se temos sobre aquela mensagem uma memória positiva ou negativa, se temos que nos preparar para lutar, fugir ou relaxar.
Nesse mecanismo de alerta, poderíamos adicionar a nossa perspicácia e intuição, como dois grandes instrumentos de sobrevivência. Esse estado de alerta é um estimulo estressante que desencadeia toda uma reação química e hormonal que se inicia por uma descarga de cortisol, adrenalina e noradrenalina, que preparam o organismo para lutar ou fugir.
O mecanismo de estresse é fantástico e nos faz reagir e sobreviver a condições consideradas até mesmo humanamente impossíveis. Isso porque ele é um mecanismo muito complexo e que envolve inúmeros hormônios, neurotransmissores cerebrais, sistema imunológico, sistema de cicatrização, sistema cardiovascular, capacidade de foco, atenção e discernimento de qual a melhor ação, etc.
É esse mecanismo fantástico que ativa nossas endorfinas, encefalinas, metaencefalinas, células natural killer, enfim mobiliza um exército inteiro pela nossa sobrevivência. Ele é aquela garra extra que não te deixa desistir, quando estamos prestes a desistir.
O cortisol, é um hormônio produzido pela glândula supra-renal, que fica exatamente em cima dos nossos rins como se fosse um chapéu. Ele é produzido em decorrência do estresse, por estímulo do ACTH, um hormônio proveniente da hipófise, que por sua vez é controlada por uma outra glândula também localizada no cérebro, o hipotálamo.
Então, o que precisamos para a nossa saúde é a busca de um estado de equilíbrio.
O modo como você reage diante da vida é o que mais lhe causa estresse. Os fatos não mudam. Mas você pode mudar o modo como você os vê e o seu comportamento diante desses fatos, não permitindo que isso lhe cause estresse.
Claro que frustações amorosas, dificuldades financeiras, perda de emprego e a perda de entes queridos, são motivos de sofrimento e estresse. Mas o tempo e a sabedoria de cada cultura nos ensina a conviver com essas situações de forma mais amena e mais compreensiva de modo também a gerar menos estresse.
O excesso de estresse aumenta o cortisol, que uma vez elevado é extremamente tóxico para o nosso cérebro e pode causar sérios danos à nossa saúde. Juntos, estresse e cortisol, debilitam e fragilizam o nosso organismo como um todo, emocionalmente, mentalmente e fisicamente, causando:
Qualquer tipo de atividade física praticada regularmente é capaz de diminuir os níveis de cortisol e aumentar o de serotonina, dopamina e endorfinas no cérebro, reduzindo consequentemente, o nível de estresse, ansiedade, insônia e depressão, além de aumentar a sensação de bem-estar em até 30%.
Associar uma atividade física mais intensa e ao ar livre, como: correr, nadar, andar de bicicleta, entre com uma atividade mais meditativa, pode ser uma aliança perfeita no combate ao estresse.
Memórias negativas arquivadas no cérebro, conscientes ou inconscientes, podem causar sofrimentos e bloqueios, que podem prejudicar o seu processo de emagrecimento e bem-estar. Essas memórias podem ser identificadas e modificadas. Procure ajuda de um especialista.
Artigo: Dr. Frederico Pretti